DIAGNÓSTICO, CLASSIFICAÇÃO, TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO

Leucemia mieloide aguda

A leucemia mieloide aguda, também conhecida pela sigla LMA, é uma doença maligna que se desenvolve na medula óssea e interfere na produção normal das células do sangue.

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Prof. Dr. Eduardo Rego
Prof. Dr. Eduardo RegoPresidente da ABHH | Hematologia e Hemoterapia
Prof. Dr. Eduardo Magalhães Rego

A LMA não representa uma única doença. Existem diferentes subtipos e alterações biológicas que podem influenciar a classificação de risco, a escolha do tratamento e a forma de acompanhar a resposta.

  • Médico especialista em Hematologia e Hemoterapia
  • Professor Titular de Hematologia da Faculdade de Medicina da USP
  • Coordenador do Serviço de Leucemias Agudas do ICESP
  • Presidente da ABHH
Por isso, a avaliação pode envolver hemograma, mielograma, imunofenotipagem, citogenética, exames moleculares e análise da condição clínica do paciente.
Blastos
Definição

O que é leucemia mieloide aguda

A LMA começa na medula óssea, onde as células do sangue são produzidas. A medula óssea produz glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Na leucemia mieloide aguda, células imaturas da linhagem mieloide passam a se multiplicar de forma anormal. Essas células, frequentemente chamadas de blastos, podem ocupar espaço na medula e prejudicar a produção das células normais do sangue.

Essa alteração pode provocar:

  • anemia
  • redução de plaquetas
  • dificuldade de combater infecções
  • alterações importantes nos leucócitos
  • presença de células imaturas no sangue ou na medula
A palavra "aguda" indica que a doença pode evoluir rapidamente e normalmente exige investigação e acompanhamento em serviço especializado.

A LMA é classificada com base na integração entre características das células, imunofenotipagem, alterações cromossômicas e resultados moleculares. As classificações atuais reconhecem que a biologia da doença pode ser tão importante quanto a porcentagem de blastos para definir determinados subtipos.

Sintomas e exames

Sinais, sintomas e alterações nos exames

Como a leucemia mieloide aguda pode ser percebida. Os sinais e sintomas da LMA podem estar relacionados à redução das células normais produzidas pela medula óssea.

Entre as manifestações possíveis estão:

  • cansaço ou fraqueza persistente
  • palidez
  • falta de ar
  • febre
  • infecções recorrentes ou difíceis de controlar
  • sangramentos
  • aparecimento frequente de manchas roxas
  • pequenos pontos avermelhados na pele
  • alterações importantes no hemograma
  • piora clínica em um período relativamente curto
Esses sinais também podem aparecer em muitas outras condições. Nenhum sintoma isolado confirma uma leucemia.

O diagnóstico depende de avaliação médica e de exames específicos. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descreve febre, cansaço, infecções, palidez e sangramentos entre as manifestações possíveis da LMA.

Células do sangue
O hemograma diagnostica LMA?

O hemograma pode levantar a suspeita, mas geralmente não encerra a investigação. Ele pode mostrar:

  • anemia
  • plaquetas reduzidas
  • leucócitos aumentados, reduzidos ou aparentemente normais
  • presença de blastos
  • redução de mais de uma linhagem do sangue

Mesmo diante de alterações relevantes, ainda é necessário compreender qual população celular está presente e quais características definem a doença.

Quando procurar atendimento imediato

Pessoas com diagnóstico ou suspeita de leucemia aguda que apresentem febre, sangramento, falta de ar, piora rápida ou alteração importante do estado geral devem procurar o serviço hospitalar responsável ou atendimento de urgência.

O WhatsApp do consultório não funciona como canal de emergência.

Subtipo e risco

Subtipo e classificação de risco

Por que duas pessoas com LMA podem receber orientações diferentes. Leucemia mieloide aguda é um diagnóstico amplo.

A classificação completa pode considerar:

  • características morfológicas das células
  • imunofenótipo
  • alterações cromossômicas
  • alterações moleculares
  • mutações identificadas
  • doença hematológica anterior
  • idade, capacidade funcional e órgãos
  • resposta observada durante o tratamento

Essas informações ajudam a definir o subtipo da LMA e a classificação de risco.

A classificação de risco não representa uma previsão absoluta do que acontecerá com uma pessoa. Ela organiza características da doença que podem influenciar a avaliação e o planejamento terapêutico.

DNA
Blastos

O número de blastos é suficiente?

Não necessariamente. A porcentagem de blastos continua sendo uma informação importante, mas não deve ser interpretada isoladamente. As classificações contemporâneas incorporam alterações genéticas capazes de definir entidades específicas e reconhecem diferenças entre os sistemas classificatórios utilizados.

Determinadas alterações citogenéticas e moleculares — como t(8;21), inv(16) e a mutação NPM1 sem FLT3-ITD — já definem entidades específicas independentemente da contagem de blastos.

Risco

O que significa risco favorável, intermediário ou adverso?

Essas categorias reúnem informações citogenéticas e moleculares relacionadas ao comportamento da doença e à probabilidade de resposta ou recaída observada em grupos de pacientes.

A categoria precisa ser interpretada junto à idade, à condição clínica, ao tratamento realizado e à resposta individual.

Tubos de coleta de sangue
Resposta

Como a resposta é acompanhada

Remissão e resposta ao tratamento não são avaliadas por um único resultado. Durante e após o tratamento, a equipe pode analisar:

  • hemograma
  • recuperação das células normais do sangue
  • quantidade de blastos
  • mielograma
  • imunofenotipagem
  • exames moleculares
  • doença residual mensurável
  • evolução clínica e complicações
Remissão

O que é remissão?

Remissão é uma resposta definida por critérios clínicos e laboratoriais.

Ela não deve ser compreendida apenas como melhora dos sintomas ou normalização de uma linha do hemograma.

Os critérios dependem da avaliação do sangue, da medula e de outros elementos relacionados à doença.

DRM

O que é doença residual mensurável?

A doença residual mensurável, conhecida pela sigla DRM, corresponde à identificação de células relacionadas à leucemia em níveis que podem não ser percebidos apenas pela observação morfológica convencional.

A DRM pode ser avaliada por técnicas como imunofenotipagem ou métodos moleculares, dependendo dos marcadores disponíveis.

O significado de um resultado depende:

  • do método utilizado
  • do marcador analisado
  • do momento da coleta
  • do tratamento realizado
  • do subtipo da LMA
  • da classificação de risco
  • dos resultados anteriores

As recomendações atualizadas da European LeukemiaNet reforçam que o acompanhamento da DRM precisa ser adaptado às características genéticas da doença e interpretado no contexto clínico.

Subtipo específico

Leucemia promielocítica aguda

A LPA é um subtipo específico de leucemia mieloide aguda. A leucemia promielocítica aguda, conhecida pela sigla LPA, possui características biológicas e clínicas próprias.

Ela está associada a uma alteração genética específica e pode provocar alterações graves da coagulação, com risco de sangramento.

Por esse motivo, a suspeita de LPA precisa ser reconhecida e conduzida rapidamente em ambiente hospitalar especializado.

As recomendações clínicas orientam que a suspeita consistente de LPA seja tratada como uma emergência hematológica enquanto a confirmação genética é realizada.
Célula e DNA
LPA

Por que a LPA merece uma seção específica?

Porque ela:

  • possui uma alteração molecular característica
  • pode apresentar risco hemorrágico importante no início
  • exige uma abordagem diferente de outros subtipos de LMA
  • possui métodos específicos de acompanhamento da resposta
  • é uma das principais áreas de pesquisa e atuação científica do Prof. Dr. Eduardo Rego
Pesquisa

Atuação científica em LPA

O Prof. Dr. Eduardo Rego desenvolveu parte relevante de sua trajetória científica no estudo da leucemia promielocítica aguda, de sua biologia molecular e de estratégias para melhorar os resultados em diferentes contextos assistenciais.

Prof. Dr. Eduardo Rego
Experiência

Experiência em leucemias agudas

O Prof. Dr. Eduardo Magalhães Rego é médico especialista em Hematologia e Hemoterapia e Professor Titular de Hematologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Coordena o Serviço de Leucemias Agudas do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e os Serviços de Hematologia da Rede D'Or. Também atua como pesquisador do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Atualmente, preside a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, ABHH, na gestão 2026–2027.

Sua atuação científica concentra-se especialmente em leucemias agudas, leucemia mieloide aguda, leucemia promielocítica aguda, classificação molecular e resposta ao tratamento.

O perfil institucional do ICESP confirma sua atuação como Professor Titular da FMUSP, coordenador do Serviço de Leucemias Agudas, coordenador dos Serviços de Hematologia da Rede D'Or e pesquisador do IDOR.

Leucemias agudasLeucemia mieloide agudaLeucemia promielocítica agudaClassificação molecularResposta ao tratamento
Prof. Dr. Eduardo Rego
Como funciona

Como funciona a consulta

Avaliação do diagnóstico, dos exames e do momento atual da doença.

A consulta pode ser procurada por pacientes que:

  • receberam recentemente um diagnóstico de LMA
  • ainda estão concluindo a investigação
  • precisam compreender o subtipo ou a classificação de risco
  • possuem dúvidas sobre exames moleculares
  • querem entender melhor a proposta de tratamento
  • precisam revisar a resposta
  • receberam um resultado de DRM
  • apresentam recaída ou refratariedade
  • procuram uma segunda opinião
Documentos

Organização prévia

Conforme o caso, a equipe poderá orientar o envio de:

  • relatório médico atualizado
  • hemogramas
  • mielograma
  • biópsia de medula óssea
  • imunofenotipagem
  • citogenética
  • cariótipo
  • exames moleculares
  • laudos anatomopatológicos
  • registros de tratamento e resposta
  • documentação de recaída ou refratariedade

Nem todos os documentos são necessários para todos os casos. A equipe deve orientar previamente o que precisa ser organizado e qual canal será utilizado.

Modalidade

Atendimento presencial

A consulta presencial é realizada no Complexo OncoStar, no Itaim Bibi, em São Paulo.

Atendimento por telemedicina

A telemedicina pode ser utilizada quando os documentos disponíveis e o objetivo da consulta tornam esse formato adequado.

Ela não substitui atendimento hospitalar, exames presenciais, procedimentos ou cuidado de urgência quando necessários.

Informações sobre o atendimento

Consulta, localização e organização prévia

Prof. Dr. Eduardo Rego no consultório

Sobre a consulta

A consulta em consultório é particular.

Após o atendimento, são fornecidos nota fiscal e os documentos relacionados à consulta para que o paciente possa verificar diretamente com seu plano de saúde as condições previstas para solicitação de reembolso.

Quando houver indicação de exames, infusões, procedimentos ou internação, a possibilidade de utilização do convênio dependerá da cobertura contratada, da instituição responsável e das condições aplicáveis ao caso.

Atendimento presencial
Complexo OncoStar
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 180
Itaim Bibi, São Paulo, SP
CEP 04543-000

Atendimento com Gabriely

  • 📱WhatsApp(11) 99776-0735 · Atendimento com Gabriely
  • 📍EndereçoAv. Pres. Juscelino Kubitschek, 180 — Itaim Bibi, São Paulo
  • 💻Atendimento por telemedicinaDisponível para pacientes de outras cidades, estados e países, quando a modalidade for adequada ao objetivo da avaliação.
WhatsApp | Agendar avaliação (11) 99776-0735 | Ligar para a equipe

COMPLEXO ONCOSTAR

Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 180 · Itaim Bibi

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre leucemia mieloide aguda

Respostas rápidas para as perguntas mais frequentes sobre a doença, o diagnóstico, a resposta e a reavaliação.

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Precisa compreender um diagnóstico de LMA, organizar os exames ou avaliar o momento atual da doença?

A equipe poderá orientar sobre os documentos necessários, a modalidade de atendimento e a disponibilidade de agenda para consulta presencial em São Paulo ou por telemedicina.

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