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Diagnóstico, classificação, tratamento e acompanhamento

Leucemia mieloide aguda

A leucemia mieloide aguda, também conhecida pela sigla LMA, é uma doença maligna que se desenvolve na medula óssea e interfere na produção normal das células do sangue.

A LMA não representa uma única doença. Existem diferentes subtipos e alterações biológicas que podem influenciar a classificação de risco, a escolha do tratamento e a forma de acompanhar a resposta.

Por isso, a avaliação pode envolver hemograma, mielograma, imunofenotipagem, citogenética, exames moleculares e análise da condição clínica do paciente.

Prof. Dr. Eduardo Magalhães Rego Médico especialista em Hematologia e Hemoterapia · CRM-SP 63577 · RQE 57865

Professor Titular de Hematologia da Faculdade de Medicina da USP Coordenador do Serviço de Leucemias Agudas do ICESP Presidente da ABHH

Atendimento presencial — Itaim Bibi, São Paulo
Telemedicina para outras cidades, estados e países

O que é leucemia mieloide aguda

A LMA começa na medula óssea, onde as células do sangue são produzidas. A medula óssea produz glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Na leucemia mieloide aguda, células imaturas da linhagem mieloide passam a se multiplicar de forma anormal. Essas células, frequentemente chamadas de blastos, podem ocupar espaço na medula e prejudicar a produção das células normais do sangue.

Essa alteração pode provocar:

  • anemia
  • redução de plaquetas
  • dificuldade de combater infecções
  • alterações importantes nos leucócitos
  • presença de células imaturas no sangue ou na medula

A palavra "aguda" indica que a doença pode evoluir rapidamente e normalmente exige investigação e acompanhamento em serviço especializado.

A LMA é classificada com base na integração entre características das células, imunofenotipagem, alterações cromossômicas e resultados moleculares. As classificações atuais reconhecem que a biologia da doença pode ser tão importante quanto a porcentagem de blastos para definir determinados subtipos.

Sinais, sintomas e alterações nos exames

Como a leucemia mieloide aguda pode ser percebida. Os sinais e sintomas da LMA podem estar relacionados à redução das células normais produzidas pela medula óssea.

Entre as manifestações possíveis estão:

  • cansaço ou fraqueza persistente
  • palidez
  • falta de ar
  • febre
  • infecções recorrentes ou difíceis de controlar
  • sangramentos
  • aparecimento frequente de manchas roxas
  • pequenos pontos avermelhados na pele
  • alterações importantes no hemograma
  • piora clínica em um período relativamente curto

Esses sinais também podem aparecer em muitas outras condições. Nenhum sintoma isolado confirma uma leucemia.

O diagnóstico depende de avaliação médica e de exames específicos. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descreve febre, cansaço, infecções, palidez e sangramentos entre as manifestações possíveis da LMA.

O hemograma diagnostica LMA?

O hemograma pode levantar a suspeita, mas geralmente não encerra a investigação. Ele pode mostrar:

  • anemia
  • plaquetas reduzidas
  • leucócitos aumentados, reduzidos ou aparentemente normais
  • presença de blastos
  • redução de mais de uma linhagem do sangue

Mesmo diante de alterações relevantes, ainda é necessário compreender qual população celular está presente e quais características definem a doença.

Quando procurar atendimento imediato

Pessoas com diagnóstico ou suspeita de leucemia aguda que apresentem febre, sangramento, falta de ar, piora rápida ou alteração importante do estado geral devem procurar o serviço hospitalar responsável ou atendimento de urgência.

O WhatsApp do consultório não funciona como canal de emergência.

Como o diagnóstico é confirmado

Diferentes exames respondem a partes diferentes da investigação. O diagnóstico da leucemia mieloide aguda pode exigir a integração de informações clínicas, laboratoriais, morfológicas, imunofenotípicas, citogenéticas e moleculares.

Hemograma e análise do sangue periférico

Mostram a quantidade e as características das células presentes no sangue.

O hemograma pode identificar anemia, alterações de plaquetas, modificações nos leucócitos e presença de células imaturas.

Mielograma

Avalia as células presentes na medula óssea e permite observar a quantidade, a aparência e o estágio de maturação das diferentes populações celulares.

Biópsia de medula óssea

Pode fornecer informações sobre a estrutura da medula, a distribuição das células e outras alterações que precisam ser interpretadas junto aos demais exames.

Imunofenotipagem

Analisa proteínas presentes nas células e ajuda a identificar a linhagem da população anormal.

Esse exame participa da diferenciação entre leucemias de origem mieloide, linfoide ou de características mais complexas.

Citogenética e cariótipo

Avaliam alterações nos cromossomos das células da doença.

Esses resultados podem contribuir para a classificação do subtipo e do risco.

Exames moleculares

Investigam alterações genéticas e mutações relevantes para a classificação, o prognóstico, a discussão do tratamento e o acompanhamento da resposta.

Mutações como FLT3, NPM1, CEBPA e KIT podem influenciar a classificação e o prognóstico.

Um único exame pode ser suficiente?

Em algumas situações, uma alteração genética específica possui grande importância para a classificação. Ainda assim, o resultado precisa ser interpretado no contexto do sangue, da medula, da imunofenotipagem e da condição clínica.

O diagnóstico atual da LMA utiliza uma combinação de morfologia, imunofenótipo, citogenética e alterações moleculares.

Subtipo e classificação de risco

Por que duas pessoas com LMA podem receber orientações diferentes. Leucemia mieloide aguda é um diagnóstico amplo.

A classificação completa pode considerar:

  • características morfológicas das células
  • imunofenótipo
  • alterações cromossômicas
  • alterações moleculares
  • mutações identificadas
  • doença hematológica anterior
  • idade, capacidade funcional e órgãos
  • resposta observada durante o tratamento

Essas informações ajudam a definir o subtipo da LMA e a classificação de risco.

A classificação de risco não representa uma previsão absoluta do que acontecerá com uma pessoa. Ela organiza características da doença que podem influenciar a avaliação e o planejamento terapêutico.

O número de blastos é suficiente?

Não necessariamente. A porcentagem de blastos continua sendo uma informação importante, mas não deve ser interpretada isoladamente. As classificações contemporâneas incorporam alterações genéticas capazes de definir entidades específicas e reconhecem diferenças entre os sistemas classificatórios utilizados.

Determinadas alterações citogenéticas e moleculares — como t(8;21), inv(16) e a mutação NPM1 sem FLT3-ITD — já definem entidades específicas independentemente da contagem de blastos.

O que significa risco favorável, intermediário ou adverso?

Essas categorias reúnem informações citogenéticas e moleculares relacionadas ao comportamento da doença e à probabilidade de resposta ou recaída observada em grupos de pacientes.

A categoria precisa ser interpretada junto à idade, à condição clínica, ao tratamento realizado e à resposta individual.

Como o tratamento da LMA é definido

O tratamento depende da doença e das condições do paciente. Não existe um único tratamento adequado para todas as pessoas com leucemia mieloide aguda.

A definição da estratégia pode considerar:

  • subtipo da LMA
  • alterações genéticas e moleculares
  • classificação de risco
  • idade e capacidade funcional
  • funcionamento dos órgãos
  • outras doenças existentes
  • presença de infecção ou sangramento
  • tratamentos anteriores
  • possibilidade de realizar tratamento intensivo
  • resposta observada nas primeiras etapas e condições individuais

Em algumas situações, medidas para estabilizar o paciente acontecem ao mesmo tempo em que a classificação é concluída.

A rapidez necessária não elimina a importância de compreender o subtipo e a condição clínica.

O tratamento é sempre quimioterapia?

A estratégia pode envolver diferentes classes de medicamentos, tratamentos de maior ou menor intensidade e medidas de suporte.

A escolha depende das características da doença, das condições do paciente e das recomendações aplicáveis ao caso.

Esta página não descreve medicamentos ou protocolos específicos porque a indicação depende de avaliação individual e muda conforme o subtipo, o risco e o momento da doença.

O tratamento começa imediatamente?

A LMA costuma exigir avaliação rápida. O momento de início depende da situação clínica, das complicações existentes e das informações necessárias para definir a estratégia.

Pacientes com instabilidade, sangramento, infecção ou outras complicações podem precisar de medidas hospitalares imediatas.

Como a resposta é acompanhada

Remissão e resposta ao tratamento não são avaliadas por um único resultado. Durante e após o tratamento, a equipe pode analisar:

  • hemograma
  • recuperação das células normais do sangue
  • quantidade de blastos
  • mielograma
  • imunofenotipagem
  • exames moleculares
  • doença residual mensurável
  • evolução clínica e complicações

O que é remissão?

Remissão é uma resposta definida por critérios clínicos e laboratoriais.

Ela não deve ser compreendida apenas como melhora dos sintomas ou normalização de uma linha do hemograma.

Os critérios dependem da avaliação do sangue, da medula e de outros elementos relacionados à doença.

O que é doença residual mensurável?

A doença residual mensurável, conhecida pela sigla DRM, corresponde à identificação de células relacionadas à leucemia em níveis que podem não ser percebidos apenas pela observação morfológica convencional.

A DRM pode ser avaliada por técnicas como imunofenotipagem ou métodos moleculares, dependendo dos marcadores disponíveis.

O significado de um resultado depende:

  • do método utilizado
  • do marcador analisado
  • do momento da coleta
  • do tratamento realizado
  • do subtipo da LMA
  • da classificação de risco
  • dos resultados anteriores

As recomendações atualizadas da European LeukemiaNet reforçam que o acompanhamento da DRM precisa ser adaptado às características genéticas da doença e interpretado no contexto clínico.

Leucemia promielocítica aguda

A LPA é um subtipo específico de leucemia mieloide aguda. A leucemia promielocítica aguda, conhecida pela sigla LPA, possui características biológicas e clínicas próprias.

Ela está associada a uma alteração genética específica e pode provocar alterações graves da coagulação, com risco de sangramento.

Por esse motivo, a suspeita de LPA precisa ser reconhecida e conduzida rapidamente em ambiente hospitalar especializado.

As recomendações clínicas orientam que a suspeita consistente de LPA seja tratada como uma emergência hematológica enquanto a confirmação genética é realizada.

Por que a LPA merece uma seção específica?

Porque ela:

  • possui uma alteração molecular característica
  • pode apresentar risco hemorrágico importante no início
  • exige uma abordagem diferente de outros subtipos de LMA
  • possui métodos específicos de acompanhamento da resposta
  • é uma das principais áreas de pesquisa e atuação científica do Prof. Dr. Eduardo Rego

Atuação científica em LPA

O Prof. Dr. Eduardo Rego desenvolveu parte relevante de sua trajetória científica no estudo da leucemia promielocítica aguda, de sua biologia molecular e de estratégias para melhorar os resultados em diferentes contextos assistenciais.

A seção não deve transformar a autoridade científica em promessa de resultado. Ela deve mostrar a correspondência entre a experiência do médico e o tema da página.

Recaída, refratariedade e reavaliação

Quando a LMA retorna ou não responde como esperado. A recaída ocorre quando a doença reaparece após um período de resposta. A refratariedade descreve situações em que a resposta esperada não foi alcançada.

Nesses momentos, a avaliação pode considerar:

  • subtipo e risco identificados inicialmente
  • alterações genéticas e moleculares
  • tratamentos realizados
  • resposta alcançada
  • duração da resposta
  • exames atuais
  • doença residual mensurável
  • condição clínica
  • infecções ou outras complicações
  • mudanças observadas na doença

A reavaliação não parte do princípio de que a conduta anterior estava incorreta. O objetivo é compreender o momento atual e organizar as informações que influenciam a próxima discussão.

Como funciona a consulta

Avaliação do diagnóstico, dos exames e do momento atual da doença.

A consulta pode ser procurada por pacientes que:

  • receberam recentemente um diagnóstico de LMA
  • ainda estão concluindo a investigação
  • precisam compreender o subtipo ou a classificação de risco
  • possuem dúvidas sobre exames moleculares
  • querem entender melhor a proposta de tratamento
  • precisam revisar a resposta
  • receberam um resultado de DRM
  • apresentam recaída ou refratariedade
  • procuram uma segunda opinião

Organização prévia

Conforme o caso, a equipe poderá orientar o envio de:

  • relatório médico atualizado
  • hemogramas
  • mielograma
  • biópsia de medula óssea
  • imunofenotipagem
  • citogenética
  • cariótipo
  • exames moleculares
  • laudos anatomopatológicos
  • registros de tratamento e resposta
  • documentação de recaída ou refratariedade

Nem todos os documentos são necessários para todos os casos. A equipe deve orientar previamente o que precisa ser organizado e qual canal será utilizado.

Atendimento presencial

A consulta presencial é realizada no Complexo OncoStar, no Itaim Bibi, em São Paulo.

Atendimento por telemedicina

A telemedicina pode ser utilizada quando os documentos disponíveis e o objetivo da consulta tornam esse formato adequado.

Ela não substitui atendimento hospitalar, exames presenciais, procedimentos ou cuidado de urgência quando necessários.

Experiência em leucemias agudas

O Prof. Dr. Eduardo Magalhães Rego é médico especialista em Hematologia e Hemoterapia e Professor Titular de Hematologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Coordena o Serviço de Leucemias Agudas do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e os Serviços de Hematologia da Rede D'Or. Também atua como pesquisador do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Atualmente, preside a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, ABHH, na gestão 2026–2027.

Sua atuação científica concentra-se especialmente em leucemias agudas, leucemia mieloide aguda, leucemia promielocítica aguda, classificação molecular e resposta ao tratamento.

O perfil institucional do ICESP confirma sua atuação como Professor Titular da FMUSP, coordenador do Serviço de Leucemias Agudas, coordenador dos Serviços de Hematologia da Rede D'Or e pesquisador do IDOR.

Consulta, localização e organização prévia

Sobre a consulta

A consulta em consultório é particular.

Após o atendimento, são fornecidos nota fiscal e os documentos relacionados à consulta para que o paciente possa verificar diretamente com seu plano de saúde as condições previstas para solicitação de reembolso.

Quando houver indicação de exames, infusões, procedimentos ou internação, a possibilidade de utilização do convênio dependerá da cobertura contratada, da instituição responsável e das condições aplicáveis ao caso.

Atendimento presencial Complexo OncoStar Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 180
Itaim Bibi, São Paulo, SP
CEP 04543-000

Atendimento com Gabriely

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Atendimento por telemedicina Disponível para pacientes de outras cidades, estados e países, quando a modalidade for adequada ao objetivo da avaliação.

Dúvidas sobre leucemia mieloide aguda

Respostas rápidas para as perguntas mais frequentes sobre a doença, o diagnóstico, a resposta e a reavaliação.

É uma doença maligna da medula óssea caracterizada pela multiplicação anormal de células imaturas da linhagem mieloide. Essas células podem prejudicar a produção normal de glóbulos vermelhos, leucócitos e plaquetas.
Podem ocorrer cansaço, palidez, febre, infecções, sangramentos, manchas roxas e alterações no hemograma. Esses sintomas também aparecem em outras condições e não confirmam o diagnóstico isoladamente.
O hemograma pode levantar a suspeita ao mostrar anemia, alteração de plaquetas, mudanças nos leucócitos ou presença de blastos. A confirmação geralmente exige exames do sangue e da medula, imunofenotipagem e estudos genéticos.
Não. A presença de blastos exige investigação, mas o diagnóstico depende da linhagem das células, da quantidade, da morfologia, da imunofenotipagem e dos resultados genéticos e moleculares.
A porcentagem continua relevante em diversas categorias, mas as classificações atuais reconhecem determinadas entidades com base em alterações genéticas específicas. Por isso, o número não deve ser interpretado isoladamente.
Não. A estratégia depende do subtipo, das alterações genéticas, da classificação de risco, da idade, da condição clínica, de outras doenças existentes e da resposta.
São alterações genéticas encontradas nas células da doença. Elas podem contribuir para a classificação, a avaliação de risco, a discussão do tratamento e o acompanhamento da resposta.
É a identificação de células relacionadas à leucemia em níveis que podem não ser percebidos apenas pela avaliação morfológica convencional. O resultado precisa ser interpretado junto ao método, ao momento da coleta e às características da doença.
É um subtipo específico de LMA, associado a uma alteração genética característica e a risco de alterações da coagulação. A suspeita exige avaliação hospitalar rápida.
Significa que a doença reapareceu depois de um período de resposta.
Significa que a resposta esperada não foi alcançada com o tratamento realizado.
Quando existem dúvidas sobre diagnóstico, subtipo, classificação de risco, exames moleculares, tratamento, resposta, DRM, recaída ou refratariedade.
Sim, quando os documentos disponíveis e o objetivo da avaliação permitem esse formato.
A equipe deve orientar previamente quais documentos são necessários e qual canal deve ser utilizado. Evitar o envio desorganizado de documentos médicos antes dessa orientação.
Não. Situações urgentes ou de risco devem ser avaliadas imediatamente pelo serviço hospitalar responsável ou por um atendimento de urgência.

Precisa compreender um diagnóstico de LMA, organizar os exames ou avaliar o momento atual da doença?

A equipe poderá orientar sobre os documentos necessários, a modalidade de atendimento e a disponibilidade de agenda para consulta presencial em São Paulo ou por telemedicina.

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